Entenda o que é o Ultraformer III: Levanta sua Pele sem Bisturis

Luiza Zonzini • December 4, 2019

Se o seu desejo é reduzir a flacidez e a gordura localizada e combater os efeitos do envelhecimento no corpo e no rosto, você precisa saber o que é o Ultraformer III e quais são seus benefícios.

O procedimento não cirúrgico oferece resultados significativos já na primeira sessão sem a necessidade de pós-operatórios longos, que impedem a realização das atividades diárias. 

Saiba mais!

O que é o Ultraformer III?

O Ultraformer III é um tratamento facial e corporal inovador, que usa o ultrassom micro e macro focado para tratar flacidez e gordura localizada tanto corporal quanto facial. 

A tecnologia, que pode ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, promove uma espécie de lifting facial e evidencia o contorno corporal com praticidade e segurança, sem exigir que o paciente se afaste de suas atividades diárias.

O Ultraformer III é um procedimento não cirúrgico, que pode ser realizado em consultório com a aplicação de um anestésico tópico, e permanece na face por cerca de 20 minutos para garantir o efeito desejado.

O tratamento é totalmente personalizado. A aplicação é feita com um transdutor, com ponteiras e energia escolhidas e controladas pelo médico para garantir os melhores resultados para cada paciente. 

O Ultraformer III é ideal para pacientes que desejam obter resultados expressivos, mas têm pouco tempo disponível na agenda. Cada sessão facial durante entre 15 e 40 minutos, enquanto o tratamento para o corpo dura cerca de 1 hora, dependendo da quantidade de áreas a serem tratadas.

Como o Ultraformer III funciona?

O procedimento atua na camada SMAS da pele, a mesma que é retirada pelos cirurgiões plásticos ao fazer um lifting facial. O aparelho envia pulsos curtos para a região com objetivo de estimular a produção de colágeno, garantindo uma pele mais firme na área das bochechas e pescoço e reduzindo a flacidez na região dos olhos.

Após a aplicação na face pode haver um leve inchaço, principalmente na área dos olhos, esse inchaço pode persistir por até 3 dias.

Também é comum sentir um peso ou um leve desconforto na musculatura facial principalmente quando o paciente tocar na pele para lavar ou aplicar hidratante. Mas não haverá nenhuma alteração visível na epiderme. 

O procedimento não é indolor, no entanto a grande maioria dos pacientes considera a dor da aplicação de baixa a moderada. 

Pode haver um pequeno desconforto por aquecimento do local da aplicação, principalmente em pacientes mais magros com camada de subcutâneo mais fina. Contudo, esse desconforto pode ser amenizado ao alternar os lados da face para aplicação a fim e esperar o resfriamento da pele antes de aplicar outra ponteira novamente. 

Em geral, são aplicadas ao menos 2 ponteiras com profundidades diferentes para cada área de tratamento. 

O Ultraformer III também é perfeito para tratamentos corporais. O aparelho aquece a pele até atingir a fáscia muscular, estimulando o colágeno, causando contração dos tecidos e destruindo a gordura localizada. 

O tratamento facial pode variar de 1 até 3 sessões em casos de flacidez mais intensa. Já o corporal exige em média 3 sessões, que devem ser realizadas com 4 semanas de intervalo entre elas.

Além disso, trata-se de um procedimento com efeitos imediatos. Os resultados podem ser observados logo após a primeira sessão e tornam-se ainda mais evidentes em 3 meses, tempo em que perdura o estímulo de colágeno.

Para quem o Ultraformer III é indicado?

O procedimento é indicado para homens e mulheres que não estão contentes com os efeitos do envelhecimento na pele do rosto ou simplesmente desejam combater a flacidez na região.

A partir dos 30 anos, é recomendada 1 sessão anual em áreas faciais como medida preventiva. Já para pacientes acima de 40 anos, o Ultraformer III pode ser realizado em mais de uma sessão e associado a tratamentos como o ácido poli-l-láctico ou ácido hialurônico, dependendo do grau de flacidez. 

Já o tratamento corporal é indicado para pessoas com grau leve a moderado de flacidez e/ou de gordura localizada, sempre realizando no mínimo 3 sessões com intervalo de 4 semanas, podendo ser associado a outros tratamentos dependendo da gravidade do caso.

Quais são os benefícios do procedimento?

O Ultraformer III é um procedimento estético não cirúrgico que oferece diversos benefícios às pacientes. 
Conheça os mais importantes:

  • Não invasivo: tratamento pouco doloroso, de rápida aplicação. Por se tratar de um procedimento não cirúrgico, o Ultraformer III atinge camadas específicas da pele sem causar qualquer dano à epiderme;
  • Resultados imediatos: o tratamento deixa uma impressão imediata, graças a leves contrações na pele. Os resultados continuam a aparecer durante os 3 meses seguintes;
  • Previne o envelhecimento: retarda os efeitos da idade, mantendo um aspecto natural e sem alterar a estrutura facial;
  • Melhoria contínua: o colágeno na área alvo é remodelado como parte do processo de cicatrização nas 6 semanas após o tratamento, levando à melhoria contínua dos resultados nesse período;
  • Procedimento seguro: por ser um tratamento não invasivo, o Ultraformer III possibilita o retorno às atividades diárias imediatamente após a sessão;
  • Tratamento rápido: o tempo de cada sessão gira em torno de 15 minutos, podendo se estender por até 50 minutos. dependendo da extensão e da quantidade de áreas tratadas.

O Ultraformer III possui contraindicações?

Como ainda não foram realizados estudos suficientes, o procedimento não é indicado para gestantes ou lactantes. O Ultraformer III também não deve ser aplicado em áreas onde há algum sinal de inflamação ou infecção ou onde o paciente tiver próteses ou órteses metálicas.

Gostou de saber mais sobre o Ultraformer III? Se você deseja obter os benefícios oferecidos pelo tratamento, agende agora mesmo uma avaliação na Clínica Civitali! Será um prazer ajudar você a se sentir ainda mais bonita!
September 1, 2026
Você treina peitoral com constância, controla a alimentação, perde gordura em outras áreas do corpo, e mesmo assim o volume nas mamas continua ali. Evitar tirar a camiseta na praia, escolher roupa mais larga, cruzar os braços na foto: quem convive com ginecomastia sabe que o incômodo é menos sobre estética e mais sobre liberdade.  A boa notícia é que existe explicação clínica para isso, e ela quase nunca é falta de esforço. A ginecomastia é o crescimento do tecido glandular mamário no homem, e glândula não responde a treino nem a déficit calórico. O que muda o resultado da cirurgia de ginecomastia não é apenas a técnica usada no centro cirúrgico, é o que se descobre antes dela: o que exatamente está aumentado, em que proporção, e por qual motivo. Este texto explica, em linguagem direta, como esse diagnóstico é feito hoje e por que ele é a peça central para um resultado natural e estável ao longo do tempo. Ginecomastia verdadeira e pseudoginecomastia: não é a mesma coisa O primeiro passo de qualquer avaliação séria é separar dois quadros que parecem iguais no espelho, mas têm tratamentos diferentes. Ginecomastia verdadeira Há proliferação do tecido glandular mamário, geralmente concentrado atrás da aréola. Ao exame, costuma se apresentar como um disco firme, mais denso que a gordura ao redor, às vezes sensível ao toque. É um tecido fibroso, com comportamento diferente da gordura: não diminui com dieta, não diminui com exercício e não responde a tratamentos corporais externos. Pseudoginecomastia Aqui não existe aumento de glândula. O volume vem de acúmulo de gordura na região peitoral, o que chamamos de lipomastia. A consistência é mais macia, mais difusa, sem aquele núcleo firme retroareolar. Esse quadro pode melhorar parcialmente com emagrecimento, embora a gordura localizada do peitoral costume ser resistente e frequentemente permaneça mesmo após perda de peso importante. O cenário mais comum: as formas mistas Na prática de consultório, a apresentação mais frequente não é nem uma nem outra em estado puro. A maioria dos pacientes tem glândula aumentada e excesso de gordura na mesma mama, em proporções diferentes de um caso para outro. Tratar apenas um dos dois componentes é justamente o que produz aqueles resultados incompletos, com contorno irregular ou com volume residual que frustra o paciente. Por isso o planejamento precisa quantificar os dois componentes antes da cirurgia, e não estimá-los na mesa. Por que o ultrassom pré-operatório é indispensável O exame físico é fundamental, mas tem limite. Em pacientes com maior percentual de gordura, palpar a glândula com precisão é difícil, e a proporção entre glândula e gordura simplesmente não é visível de fora. O ultrassom de mamas no pré-operatório resolve isso. Ele permite: 1. Confirmar se existe tecido glandular e, portanto, se o caso é de ginecomastia verdadeira, pseudoginecomastia ou forma mista. 2. Estimar a proporção entre glândula e gordura, o que define diretamente a técnica cirúrgica escolhida e o tamanho da incisão. 3. Avaliar a distribuição do tecido , já que a glândula nem sempre está simetricamente distribuída entre os dois lados. 4. Descartar outras alterações , incluindo nódulos e lesões que precisam de investigação própria antes de qualquer procedimento estético. Câncer de mama masculino é raro, mas existe, e ignorar essa etapa não é uma opção. Estudos recentes vêm inclusive investigando métodos de imagem tridimensional para quantificar de forma objetiva os componentes glandular e adiposo antes da cirurgia de ginecomastia, o que reforça a direção clara da literatura: quanto mais objetivo o pré-operatório, mais previsível o planejamento. Em situações selecionadas, o cirurgião pode complementar a investigação com outros exames de imagem, sempre de forma individualizada. Quais exames investigam a causa da ginecomastia Aqui está o ponto que costuma ser negligenciado e que tem relação direta com recidiva. Operar a mama resolve o que já cresceu. Se o estímulo que fez a glândula crescer continuar ativo, o tecido pode voltar a proliferar. Investigar a causa antes da cirurgia é, portanto, parte do tratamento. A avaliação normalmente inclui: História clínica e medicamentos em uso. Diversas substâncias estão associadas ao surgimento de ginecomastia, entre elas alguns anti-hipertensivos, antiandrogênicos, antidepressivos, antifúngicos e medicações para refluxo. O uso de esteroides anabolizantes e de moduladores hormonais para performance é uma causa frequente em homens jovens que treinam, e precisa ser conversado abertamente, sem julgamento, porque muda a conduta. Avaliação hormonal. Os exames laboratoriais mais utilizados na investigação incluem testosterona total e livre, estradiol, LH, FSH, SHBG, prolactina, TSH e T4 livre. Esse painel ajuda a identificar hipogonadismo, alterações da tireoide e hiperprolactinemia. Marcadores tumorais quando indicados. Beta hCG e alfafetoproteína entram na investigação quando há suspeita de tumor de células germinativas testicular, situação rara, porém relevante. Função hepática e renal. Doença hepática e insuficiência renal alteram o metabolismo dos hormônios sexuais e podem estar por trás do quadro. Avaliação de outras condições associadas , como uso crônico de álcool, obesidade e algumas doenças endócrinas. Quando toda essa investigação vem normal, classificamos a ginecomastia como idiopática, e ela segue perfeitamente tratável cirurgicamente. Quando alguma alteração é encontrada, o encaminhamento ao endocrinologista ou ao urologista antes da cirurgia é o que protege o resultado a longo prazo. Essa etapa não é burocracia, é o que diferencia um tratamento de uma correção temporária. Retirada da glândula e lipoaspiração ultrassônica: por que andam juntas Mesmo em ginecomastias verdadeiras, com glândula claramente aumentada, quase sempre existe um componente de gordura associado no peitoral. Retirar apenas a glândula nesse cenário costuma deixar contorno insatisfatório, com a mama ainda volumosa e sem definição da linha peitoral. Por isso a associação da lipoaspiração à ressecção glandular se tornou padrão nos casos mistos. E a escolha da tecnologia importa. A lipoaspiração ultrassônica utiliza energia de ultrassom para emulsificar a gordura antes da aspiração. Na região peitoral masculina, onde a gordura é mais fibrosa e aderida do que em outras áreas, isso traz vantagens práticas: aspiração mais uniforme, menos trauma mecânico sobre os tecidos vizinhos e menor risco de irregularidades e depressões no contorno final, que são difíceis de corrigir depois. Um efeito adicional descrito na literatura é o estímulo à retração da pele promovido pela energia ultrassônica aplicada no plano subdérmico. Séries publicadas com lipoaspiração ultrassônica associada à ressecção glandular por incisão mínima descrevem boa retração cutânea, cicatrizes discretas e baixas taxas de complicações. Vale lembrar que retração de pele é um processo biológico individual, e a resposta varia de paciente para paciente. A ressecção da glândula, por sua vez, costuma ser feita por uma incisão pequena no bordo inferior da aréola, posicionada na transição de cor da pele, o que ajuda a cicatriz a ficar discreta. E quando existe flacidez de pele associada? Esse é o segundo ponto que define a técnica. Depois de retirar glândula e gordura, sobra o envelope de pele. O quanto essa pele vai se adaptar ao novo contorno depende do grau de flacidez prévia, da elasticidade individual, da idade e de eventual histórico de grande perda de peso. O planejamento segue basicamente três caminhos: Flacidez leve. Na maioria dos casos, a própria retração natural da pele associada ao estímulo da lipoaspiração ultrassônica e ao uso correto da cinta compressiva é suficiente. Não é necessária nenhuma incisão adicional. Flacidez moderada. Aqui entram as tecnologias de retração cutânea. O argônio aplicado no plano subdérmico, conhecido como argoplasma, é uma dessas opções: a energia promove contração das fibras de colágeno e estímulo à neocolagênese, favorecendo a retração da pele sem cicatrizes adicionais. A indicação é criteriosa e depende da avaliação da qualidade da pele de cada paciente. Flacidez importante. Quando o excesso cutâneo é grande, sobretudo após perda de peso expressiva ou em ginecomastias de longa data, nenhuma tecnologia substitui a ressecção de pele. Nesses casos, a retirada do excesso é planejada com o desenho que melhor esconde as cicatrizes, e essa troca precisa ser conversada com clareza antes da cirurgia: aceita-se uma cicatriz maior em troca de um contorno adequado. A escolha entre esses caminhos é individual e definida na consulta, com exame físico e ultrassom em mãos. Recuperação da cirurgia de ginecomastia, passo a passo A recuperação é parte ativa do resultado, não um período de espera passiva. Primeiros dias. Inchaço e equimoses são esperados. Repouso relativo, com caminhadas leves liberadas precocemente para reduzir risco trombótico, conforme orientação individual. Cinta compressiva por no mínimo um mês. Este é um item inegociável e específico: precisa ser a cinta modeladora de peitoral própria para ginecomastia, e não qualquer faixa elástica. Ela controla o edema, mantém o descolamento aderido ao plano correto, ajuda a evitar acúmulo de líquido e favorece a acomodação da pele sobre o novo contorno. O uso é praticamente contínuo no primeiro mês e depois reduzido de forma gradual, conforme a evolução de cada paciente. Protocolos de aceleração da recuperação. Drenagem linfática manual, terapias de estímulo à cicatrização e recursos de fotobiomodulação podem ser associados no pós-operatório para reduzir o inchaço mais rapidamente e tornar a recuperação mais confortável. Esses protocolos são personalizados de acordo com o procedimento realizado e com a resposta de cada organismo. Retorno às atividades. A volta ao trabalho de baixo esforço costuma ser rápida. Atividades aeróbicas leves são reintroduzidas progressivamente, sempre com liberação médica. Exercícios de impacto e força para peitoral: liberação completa após três meses. Supino, flexões, crossover e treinos de alta carga para o peitoral são liberados integralmente após o terceiro mês. Esse prazo respeita a cicatrização profunda dos tecidos e a estabilização do resultado. Antecipar essa etapa aumenta o risco de edema prolongado e de comprometer o contorno conquistado. O resultado definitivo da cirurgia de ginecomastia é avaliado em torno de seis meses, quando o edema residual já se resolveu e as cicatrizes amadureceram. Perguntas frequentes sobre ginecomastia Ginecomastia pode voltar depois da cirurgia? A recidiva é incomum quando a glândula é adequadamente ressecada e a causa de base foi investigada e tratada. O risco aumenta quando o fator causal permanece ativo, como no uso continuado de anabolizantes ou de medicamentos associados ao quadro. Exercício resolve ginecomastia? Exercício reduz gordura e melhora o contorno na pseudoginecomastia, mas não elimina tecido glandular. Na ginecomastia verdadeira, o treino de peitoral pode até tornar a glândula mais aparente. Preciso mesmo fazer o ultrassom antes? O ultrassom pré-operatório é o que confirma o diagnóstico, define a técnica e afasta outras alterações mamárias. É uma etapa de segurança e de precisão do planejamento. A cirurgia deixa cicatriz visível? Nos casos sem excesso importante de pele, a incisão costuma ser pequena e posicionada no bordo da aréola. Quando há necessidade de ressecção cutânea, as cicatrizes são maiores e planejadas previamente com o paciente. Próximo passo Se você se identificou com o que leu, o caminho começa por uma avaliação presencial com exame físico e ultrassom de mamas, seguida da investigação das possíveis causas. Só depois disso é possível dizer com honestidade qual técnica se aplica ao seu caso, o que esperar da recuperação e quais são os limites do procedimento. Toda cirurgia tem indicação, contraindicação e riscos, e a decisão precisa ser individualizada. Agende sua avaliação na Clínica Civitali. Dr. Matheus Borela, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Clínica Civitali, São Paulo.
By Luiza Zonzini September 1, 2026
Resposta rápida Irregularidade após lipoaspiração é a complicação mais comum desse procedimento e se manifesta como ondulações, depressões, sulcos, assimetria, áreas endurecidas ou manchas escuras na região tratada. As causas mais frequentes são: aspiração em camada muito superficial, uso de cânulas de calibre grosso, lipoaspiração puramente mecânica sem emulsificação prévia da gordura, falha de planejamento técnico e fibrose desorganizada durante a cicatrização. A correção é avaliada de 6 a 12 meses após a cirurgia inicial e costuma combinar três etapas: liberação das fibroses e aderências com ultrassom, reposição de volume com enxerto de gordura tratada e aplicação de nanofat para melhorar a qualidade do tecido. Dependendo do grau de comprometimento, o tratamento pode ser resolvido em um único tempo cirúrgico ou exigir mais de uma etapa. Resumo em 6 pontos • Frequência: a irregularidade de contorno é a complicação mais relatada após lipoaspiração, com incidência descrita entre 2,35% e 9% dos casos. • Principal fator de risco: a lipoaspiração superficial tem risco maior de irregularidade do que a técnica em camada profunda. • Prevenção descrita na literatura: cânulas de menor diâmetro, movimentos em direções cruzadas, emulsificação da gordura com ultrassom intraoperatório (VASER) e leve subcorreção do volume. • Diagnóstico: nem toda depressão é falta de gordura. Parte delas é aderência cicatricial puxando a pele para dentro, e o tratamento é diferente. • Momento da correção: aguardar de 6 a 12 meses até que o edema resolva e a fibrose se acomode. • Tratamento atual: liberação da fibrose com ultrassom, enxerto de gordura para volume e nanofat para regeneração do tecido. O que é considerado uma irregularidade após lipoaspiração O termo reúne alterações diferentes na superfície do corpo. Reconhecer qual delas você tem é o primeiro passo do planejamento, porque cada uma tem uma causa e um tratamento próprios. As formas mais frequentes são: • Depressões e covinhas: áreas afundadas, onde saiu gordura em excesso ou onde a pele ficou presa ao tecido profundo. • Ondulações: superfície com aspecto de ondas, mais visível em pé e sob luz lateral. • Sulcos lineares: marcas retas que acompanham o trajeto por onde a cânula passou. • Assimetria: um lado do corpo com mais volume que o outro. • Fibrose: pontos endurecidos formados pelo tecido cicatricial que se organiza dentro do corpo durante a cicatrização. • Sobras de pele e dobras: quando a retirada de gordura não veio acompanhada de retração adequada da pele. • Manchas escuras: alteração de cor da pele sobre a região tratada, chamada de hipercromia. Essas alterações costumam aparecer combinadas, e o grau de comprometimento varia muito de pessoa para pessoa. Por isso não existe protocolo único de correção. Com que frequência a irregularidade após lipoaspiração acontece? A irregularidade de contorno é a complicação mais frequentemente relatada após lipoaspiração. Uma revisão de quase 2.400 casos de lipoaspiração superficial encontrou taxa global de complicações em torno de 8,6%, sendo a irregularidade de contorno a mais comum entre elas. Outros levantamentos descrevem deformidade de contorno em cerca de 2,35% dos casos, número que sobe para até 9% quando se consideram queixas de depressões, elevações, dobras e ondulações relatadas pelas próprias pacientes. Em outras palavras: não é raro, não é impressão sua e, na maioria dos casos, não tem relação com falta de cuidado no pós-operatório. Por que a irregularidade após lipoaspiração acontece: as causas mais frequentes Entender a causa é o que permite planejar a correção certa. Uma depressão provocada por retirada excessiva de gordura pede um tratamento diferente de uma depressão provocada por aderência cicatricial. 1. Aspiração em camada muito superficial A gordura do corpo está organizada em camadas. A camada mais superficial, logo abaixo da pele, é justamente a que sustenta a superfície e dá o aspecto liso. Quando a aspiração é feita muito próxima à pele, essa sustentação é comprometida e o resultado aparece como ondulação ou afundamento. A literatura é consistente ao apontar a lipoaspiração superficial como fator de risco maior para irregularidade quando comparada à técnica convencional em camada profunda. 2. Lipoaspiração puramente mecânica, sem emulsificação da gordura Quando a gordura é retirada apenas pela força mecânica da cânula, a remoção tende a ser menos uniforme e mais traumática para as estruturas ao redor. O que é o VASER: trata-se de um ultrassom aplicado dentro do tecido durante a cirurgia, antes da aspiração. Ele emulsifica a gordura, ou seja, transforma o tecido gorduroso em uma emulsão de consistência mais fluida, o que permite que ela seja aspirada de forma mais uniforme e com menos trauma sobre vasos, nervos e as tramas de sustentação da pele. Essa uniformidade na remoção é justamente o que reduz o risco de deixar áreas com mais gordura ao lado de áreas com menos, que é a origem da ondulação. O ultrassom intraoperatório não elimina o risco de irregularidade e não substitui a técnica do cirurgião, mas contribui de forma relevante para um resultado mais homogêneo quando bem indicado. 3. Cânulas de calibre grosso Quanto maior o diâmetro da cânula, maior a quantidade de gordura removida a cada movimento e menor a precisão do refinamento. Cânulas de menor calibre permitem trabalhar por camadas com mais controle. As recomendações clássicas de prevenção na literatura incluem exatamente isso: cânulas de menor diâmetro, evitar a aspiração das camadas mais superficiais, trabalhar em múltiplas direções cruzadas e deixar uma leve subcorreção, já que parte do volume ainda se reduz ao longo da cicatrização. 4. Falha de planejamento e de execução técnica A lipoaspiração é uma cirurgia de precisão. Ela depende de marcação pré-operatória cuidadosa, de conhecimento das zonas de aderência natural do corpo, que são regiões onde a pele é mais presa ao tecido profundo e exigem manejo específico, da uniformidade dos movimentos e da avaliação constante do contorno durante o ato cirúrgico. Quando alguma dessas etapas falha, o desenho final fica comprometido. 5. Fibrose e cicatrização irregular no pós-operatório Nem toda irregularidade nasce na sala de cirurgia. A fibrose faz parte natural da cicatrização, mas quando se organiza de forma desigual ela pode puxar a pele para dentro e criar depressões que não existiam nas primeiras semanas. Retorno precoce a atividades intensas, drenagem linfática insuficiente e uso inadequado da cinta são fatores que contribuem. 6. Características individuais da paciente Qualidade e elasticidade da pele, grau de flacidez prévio, presença de celulite antes da cirurgia e histórico pessoal de cicatrização influenciam bastante o resultado. Duas pacientes submetidas exatamente à mesma técnica podem evoluir de formas diferentes por conta disso, e esse é um dos motivos pelos quais nenhuma cirurgia tem resultado garantido. Tipo de irregularidade, causa provável e abordagem A tabela abaixo resume como cada alteração costuma ser interpretada na avaliação clínica. Ela é orientativa e não substitui o exame presencial.
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