Pubopexia: A Queixa da Região Púbica Não Escolhe Gênero
Como a flacidez e o acúmulo de gordura no púbis afetam mulheres e homens de formas diferentes — e como tratamos os dois casos na Clínica Civitali, em São Paulo.
É uma das queixas que menos aparecem em conversa e mais aparecem no consultório: o volume que "sobra" na calcinha, ou a sensação de que o próprio corpo ficou menor do que é. Os dois casos têm o mesmo ponto de origem, a região púbica — e, embora pareçam problemas completamente diferentes, respondem ao mesmo raciocínio cirúrgico: a pubopexia, associada ou não a lipoaspiração.
Esse desconforto não é vaidade fora de propósito. É uma queixa concreta, que afeta a forma como a pessoa se vê vestida e sem roupa, e que — como muitas mudanças de contorno corporal — tem explicação anatômica clara, tanto na mulher quanto no homem.
Este texto explica os dois cenários separadamente: por que o púbis muda na mulher, por que ele se comporta diferente no homem, e por que tratamos os dois com uma equipe formada por um cirurgião e uma cirurgiã.
Na mulher: por que o púbis "cai" depois da gravidez ou do emagrecimento
A queixa mais comum é essa: o púbis fica com volume, forma um relevo visível sob a roupa e passa a incomodar mais do que a barriga em si.
Isso costuma aparecer por dois caminhos, que muitas vezes se somam: o envelhecimento natural da pele e do tecido de sustentação, e o efeito sanfona, ciclos de engordar e emagrecer, muito comuns depois de uma ou mais gestações.
Existe ainda um terceiro fator, menos falado: a cicatriz de cesariana anterior. A literatura médica recente já descreve o que vem sendo chamado de "avental de cesárea", quando a camada de sustentação mais profunda da pele (a fáscia de Scarpa) não é reaproximada de forma adequada no fechamento da cirurgia, o tecido logo acima da cicatriz perde parte do apoio que tinha, e a pele ali passa a pender mais. Ou seja: quem já teve uma cesárea tem, sim, uma chance maior de desenvolver esse tipo de queixa no púbis.
O resultado prático é um volume que aparece por baixo da roupa íntima, o que muitas pacientes descrevem, em tom de brincadeira, como um "volume extra" que não existia antes. Não é só gordura: é a combinação de pele com menos sustentação, mais frouxa, com um coxim de gordura por baixo dela.
Traduzindo: o púbis não fica assim por falta de cuidado ou por acúmulo de gordura isolado. É pele com menos sustentação, mais um coxim de gordura embaixo, e os dois precisam ser tratados juntos para o resultado fazer sentido.
A pubopexia: elevar o púbis usando a cicatriz que já existe.
Quando a paciente já tem uma cicatriz de cesariana, ela costuma ser aproveitada como via de acesso para a pubopexia — a cirurgia que reposiciona e fixa o púbis numa posição mais alta e mais firme. Junto com ela, é feita a lipoaspiração localizada da região, para tratar o volume de gordura que contribui para o relevo indesejado.
Esse procedimento pode ser feito de forma isolada, quando a única queixa da paciente é o púbis, ou associado à lipoabdominoplastia, quando a flacidez do abdômen também está presente. Na prática, é bastante frequente que os dois andem juntos: sempre que uma lipoabdominoplastia é planejada, avaliamos também se o púbis vai acumular gordura ou perder sustentação depois da cirurgia — e, se for o caso, a pubopexia já entra no mesmo planejamento.
No homem: quando o púbis "esconde" o pênis.
No homem, a queixa nasce de um mecanismo parecido, mas com uma consequência diferente: o excesso de gordura e pele na região púbica pesa sobre a base do pênis e cobre parte do seu corpo, dando a impressão de um órgão menor do que realmente é.
Esse é um ponto importante de deixar claro: o tamanho do pênis em ereção não muda. O que muda é o quanto dele fica visível. Quando o coxim de gordura suprapúbico é grande, ele encobre a base do pênis — e quanto maior esse coxim, proporcionalmente maior costuma ser esse efeito de "esconder".
O tratamento segue o mesmo princípio da pubopexia feminina: lipoaspiração da região, associada à elevação e fixação do púbis quando há flacidez de pele. Ao remover o excesso de gordura e reposicionar o tecido, mais do corpo do pênis fica exposto acima da linha do púbis — e o paciente passa a enxergar, ao se olhar, mais do próprio órgão genital. Não é um aumento real: é a mesma extensão, só que agora visível.
Traduzindo: o procedimento não aumenta o pênis. Ele revela o que estava coberto pelo tecido do púbis — e, para muitos pacientes, é exatamente essa diferença visual que resolve o desconforto.
A cicatriz final, no homem, costuma ficar na mesma região e com aspecto parecido ao de uma cicatriz de cesariana. E, assim como na mulher, o procedimento pode ser associado a uma abdominoplastia quando existe também flacidez do abdômen — ou feito de forma isolada, quando a queixa é só da região íntima.
Por que avaliamos esse tipo de queixa com um cirurgião e uma cirurgiã
Falar sobre a região íntima exige um nível de conforto que nem sempre existe numa consulta. Por isso a Clínica Civitali conta com uma equipe formada por um cirurgião e uma cirurgiã: na prática, isso significa que o paciente homem pode relatar sua queixa a um colega homem, e a paciente mulher pode ser atendida por uma colega mulher — o que, para boa parte das pessoas, reduz o constrangimento de trazer um assunto tão pessoal para a consulta.
Essa escolha também tem um efeito prático na avaliação clínica: quando a pessoa se sente à vontade para descrever exatamente o que a incomoda, a empatia com a queixa aumenta, e o plano cirúrgico consegue endereçar o que de fato importa para aquele paciente — não só o que é tecnicamente visível no exame físico.
O próximo passo
Seja a queixa do volume sob a roupa íntima ou da sensação de um órgão genital menos visível, o caminho começa da mesma forma: uma avaliação individual, que define se o caso pede lipoaspiração isolada, pubopexia, ou associação com abdominoplastia — e se faz sentido tratar tudo numa cirurgia só.
Uma avaliação com Dra. Luiza Zonzini - CRM 129326 ou Dr. Matheus Borela - CRM 127240, cirurgiões plásticos na Clínica Civitali, em São Paulo, é o ponto de partida para entender qual caminho faz sentido para o seu caso.










